
Blog destinado à interação coletiva e ao crescimento do mesmo. Contando com a participação de vários autores o blog abrange diversas questões, da particular filosofia à questões contemporâneas do coletivo social.
17 dezembro, 2009
16 dezembro, 2009
Do outro lado do muro, o que vc tem a ver com isso ?
Quando tenho oportunidade de me envolver em alguma atividade coletiva, também ouço.
São apavorantes.
Desprezíveis.
Inacreditáveis.
Um exemplo do que estou falando?
aí vai ...
Algumas cidades no norte da Itália estão fazendo uma campanha para esse natal, chama-se "natal branco". Essa campanha é destinada à todos os italianos da região norte. Tem como objetivo resgatar o "verdadeiro" espírito natalino, reforçado pela unidade nacional. Para isso, o governo aceita toda e qualquer informação sobre imigrantes ilegais que estão morando na região a fim de manda-los de volta para o lugar que vieram, trazendo assim o verdadeiro espírito natalino italiano, focado na unidade nacional dos cidadãos italianos, o natal branco.
fonte desconhecida - boato popular.
Ainda tenho um outro exemplo.
Morando na Irlanda a dois anos convivo com muitas pessoas diferentes de mim. Não só os nativos na terra, mas muitos outros imigrantes como eu. Que buscam seu espaço na sociedade e tentam se fazer ouvir(mesmo com o inglês ruim).
Entre os imigrantes, as nacionalidades são muitas - Britânicos, Portugueses, Espanhois, Romenos, Poloneses, Italianos, Alemães, Australianos, Americanos, Canadenses, Indianos, Coreanos, Chineses, Neo-zelandeses, Sul-americanos, Africanos, Asiaticos, entre outras nacionalidades...
Escutando pessoas falarem disso e daquilo, fui peneirando o sentimento geral dos nativos para com os imigrantes. Pude também evidenciar um debate sobre grupos etnicos no qual tudo de explicitou.
Poloneses, Romenos, e todos as outras nacionalidades que formam o leste europeu não são considerados europeus! E não são desejados. Enquanto Americanos, Canadenses, Australianos, Britânicos e Neo-zelandeses tem maior respeito e respaldo, sendo considerados mais próximo geograficamente que nacionalidades que dividem o mesmo território. Sendo objeto de desejo e consideração.
Fonte desconhecida - boato popular
Além disso ainda tem:
-Nossa !!!! Quatro irlandeses tentaram, mas foi um brasileiro que conseguiu.
ou
-Você viu como as fronteiras dos paises desenvolvidos estão mais severas?? Então, vão piorar. Cada vez vai ficar mais dificil entrar nos paises do norte do globo. Sabe porque ?? Por causa do aquecimento global. O mundo vai ficar tão quente que o único lugar que vai dar para morar sem morrer de calor são os paises do norte(leia-se Europa e Eua).
E aí, são ou não coisas estranhas de ouvir por aí?
Não?!?!?
Talvez só você vindo aqui e ouvindo isso para sentir o que sinto.
É um sentimento de destranhamento. De exclusão.
Tudo se torna claro depois de um tempo.
O que parecia ser apenas um comportamento cultural ganha valor. E não da mais para ver as coisas como eram antes. Não sei se o ambiente maquia tudo. Ou mesmo a diferença na lingua.
Mas as atitudes das pessoas não são tão simples, acabou essa história de ser normal.
O olhar significa mais do que "ver".
Ele significa classificar, determinar, separar.
Percebi que os mesmo problemas que existem de um lado do mundo, existem de outro. Porém, pior.
E talvez seja pior porque agora eu estou do outro lado do muro. Antes - classe média, moreno claro, bons habitos, escolaridade alta e etc ...
Agora - Estou fora da antiga realidade.
Não sou mais o que era. E a mudança do espaço geográfico também mudou minha condição de ser.
Agora sou imigrante. Isso faz muita diferença.
Antes de terminar, gostaria, mais uma vez de comentar uma coisa que ouvi por ai ...
Assisti a uma palestra sobre a cultura árabe na europa.
Papo-vai e papo-vem alguem levantou a questão: Porque as mulheres árabes tem que usar a burca? Isso é um elemento de extrema opressão contra as mulheres.
Porque os árabes não se vestem normalmente, como todo mundo?
Pera aí, como assim Todo mundo ???ai, essa doeu.
Depois de ouvir isso eu parei de pensar no debate, que se direcinou para o uso da burca e sua adaptação as normas de segurança internacional.
Eu me prendi a outro ponto.
Que tal discutirmos a branquização do mundo? Principalmente aqui na Europa é ridículo de ver a forma com que as pessoas são convidadas(forçadas) a se adequar as normas estéticas brancas. Raspagem dos pelos, alisamento do cabelo, ulhas postiças, vestes sociais, e assim vai ...
O que é mais normal, o terno decotado ou a burca?
Tô falando, tem coisa muito estranha acontecendo por aqui.
13 dezembro, 2009
O foco da foto
But on the other hand this is a very funny quote.
How do I get the WHOLE PICTURE if I already have traces to analisy from my cultural background?
Ou como o Felipe bem postou abaixo. "Quando cabe decidirmo-nos de nossa própria vocação,estando o significado sempre em nosso olhar." Sim, o significado sempre se encontra em nosso olhar. Em nossa mente. Em nosso recorte.
Observar a foto inteira nos ajuda a entender a complexa relação em cadeia onde tudo está significado, pelo outro. Como tudo é interligado e funciona em comparação e balança.
Vou sempre querer entender o processo todo, porém a importância que darei para cada processo, para cada relação, será única. Minha e provavelmente de mais ninguem.
01 dezembro, 2009
Eu ainda não sei o que pensar sobre tudo isso!

Eu ainda não sei o que pensar sobre tudo isso!
As coisas não nos aparecem explicadas...
Perseguir assim talvez seja equívoco,
pois "pensar" e "explicar" possivelmente subsumam-se à intuição.
Ao prosseguir Tudo, apercebe-se este não unívoco.
Quando cabe decidirmo-nos de nossa própria vocação,
estando o significado sempre em nosso olhar.
27 novembro, 2009
Álvaro de Campos - Poema
Já disse que não quero nada.
Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.
Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!
Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos,
não me enfileirem conquistas Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) —
Das ciências, das artes, da civilização moderna!
Que mal fiz eu aos deuses todos?
Se têm a verdade, guardem-na!
Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?
Não me macem, por amor de Deus!
Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?
Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!
Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!
25 novembro, 2009
Free internet !
Lula adia decisão sobre banda larga para o final do ano
Presidente pediu mais informações para decidir sobre expansão da rede. Planos preveem reativação da Telebrás e massificação de acesso.
A ideia inicial é colocar a antiga Telebrás à frente da gestão do programa. Para ampliar maciçamente o acesso à internet banda larga no país o governo pretende usar a rede de fibras óticas da Eletronet, empresa que está em processo falimentar há anos.
Contudo, essa rede foi incluída como um dos ativos da Eletronet e incorporada à massa falida da empresa. Para ser usada, o governo teria que convencer o Poder Judiciário que a rede não faz parte dos ativos e não pode ser vendida com a massa falida da empresa.
Essa seria a solução para colocar o projeto na rua, mas o governo ainda não definiu como se dará o acesso aos consumidores. Pode ser por meio das operadoras de telefonia ou pela criação de um novo mercado de provedores regionais de acesso.
Além do grupo ministerial, o Ministério das Comunicações também elaborou um plano para massificação do acesso em banda larga no país. Pelo plano, o Brasil alcançaria 90 milhões de acessos de banda larga até 2014. O custo estimado do projeto chegaria a R$ 75,5 bilhões.
Nesta terça-feira, o Ministério das Comunicações informou que o plano seria apresentado ao presidente Lula na reunião do grupo ministerial. O presidente, porém, acabou adiando a discussão sobre a expansão da rede para dezembro.
22 novembro, 2009
20 de novembro

17 novembro, 2009
Preto-Branco-Homem-Anjo
Por você toco meu banjo
animou essa vidinha
foi embora virou anjo
você que deu para todos
tantas vezes devorado
só por que quis uns meninos
foi pelos homens condenado
hoje, meu deus, que triste!
é dia do seu obituário
eu te saúdo o verso em riste
versão viva do imaginário
agora com certeza a mídia falará
de michael Jackson, o homem
enquanto no céu os anjos gritam
por favor, são michael, me come !
(chacal)
06 novembro, 2009
Freedrom for who deserve
Tortures, castrations, black rooms, blackmails, prejudice, forced wars, imposed rules. Here we have some ways of oppression, and all over the globe is posible to see people who have the knowlogde and the power to oppress using it to impose themselves over people or groups.
If we analisy humanity´s history we will see slavery all over the ages.
All big civilizations had used slaves to build up their imperiums. And had used war to dominate other groups and protect themselves from others. But all them saw the caos and the colapse. They fail over the proposal of impose.
Thinking about dominant´s point of view. Must be very hard to dominate something.
Imagine the big imperiums, how they did to built up a system that every dominate should be completely integrate on their logic. I mean, how powerful a society must be to impose their rules over another and, after that, aggregate their people over a set of moral and social rules differente from their culture.
Is funny to see America fighting over Pakistan/Afeghanistan.
How a country has suffering an intervention from a outsider on very agressive levels. Over years America has being a pain on the ass for a lot of country´s. They say to you what to do with your money, with your educational system, with your political system, with your energy system, with your social moral and so on. The incrediable of it is, if you no follow them, they attack you. As they doing on Asia. As they did with whole latin america over the 60´s, 70´s, 80´s, 90´s and still on...
But nowadays people have different weapons to fight back.
We weapons aren´t made on the same material they produce their.
The weapons are the knowlodge create to comunicate, and is putting everyone on network and connected to fight back the suffering oppression. It start with the pirate papers. After that, pirate radio. We getting the pirate internet. But to complet the network people must integrate this pirate internet and, if posible, create a pirate television. Then, people over oppression will be able to organise and create something new. Those comunication systems are extremely importants, not only, but because the busy day to day environment of the labor class. Work for obligation and money for salvation are daily tasks. The tonight´s dinner people get with the morning shift.
We must explore more the internet. Make it part of our lives. Replacing television. Giving people control of what they really want and forcing them to take a attitude toward it.
05 novembro, 2009
Through the dificult way to make money, I go under the understanding of racionality to keep living and keep going.

07 outubro, 2009
04 outubro, 2009
07 setembro, 2009
7 de setembro
Isso é um ritual, algo que cria a nossa identidade.
Faz pensar e refletir.
Nos constitui como parte de um sistema de simbolos e significados.
Faz a gente se identificar e reconhecer.
Por isso, hoje, em data tão especial para o nosso país. Me sinto na obrigação de contribuir com um pouco de idolatria e patriotismo. Utilizando diretamente as palavras do nosso Presidente, um tributo ao futuro e a constituição do Brasil atual.
No sete de setembro, mensagem do Presidente:
"Queridas Brasileiras e Queridos Brasileiros,
É comum que o 7 de setembro sirva para a gente enaltecer o passado e pensar o presente. Desta vez é diferente: este é o 7 de setembro do Brasil festejar o futuro. De celebrar uma nova independência.
Esta nova independência tem nome, forma e conteúdo. Seu nome é pré-sal; seu conteúdo são as gigantescas jazidas de petróleo e gás descobertas nas profundezas do nosso mar; sua forma é o conjunto de projetos de lei que enviamos, há poucos dias, ao Congresso Nacional. E que vai garantir que esta riqueza seja corretamente utilizada para o bem do Brasil e de todos os brasileiros.
Peço a cada um de vocês que acompanhe passo a passo as discussões destas leis no Congresso. Que se informe, reflita, e entre de corpo e alma nesse debate tão importante para os destinos do Brasil e para o futuro de nossos filhos e netos.
Posso resumir em duas frases a proposta do governo: de um lado, ela garante que a maior parte da riqueza do pré-sal fique nas mãos dos brasileiros; de outro, ela impede que qualquer governante gaste de forma irresponsável estes recursos. E mais: obriga que este dinheiro seja aplicado em educação, ciência e tecnologia, cultura, defesa do meio-ambiente e combate à pobreza.
Minhas amigas e meus amigos,
O pré-sal é uma das maiores descobertas de todos os tempos. Ainda não se pode dizer, com exatidão, quantos bilhões de barris de petróleo existem nele. Mas já se pode garantir, com toda segurança, que ele colocará o Brasil entre os países com maiores reservas de petróleo e gás do mundo.
Elas se espalham por uma área de 149 mil quilômetros quadrados, que começa no litoral do Espírito Santo e termina no de Santa Catarina. É uma área do tamanho do estado do Ceará.
As jazidas ficam debaixo de uma lâmina de água e de camada de sal, que, em alguns pontos, correspondem a dez morros do corcovado empilhados.
Minhas amigas e meus amigos,
O que deve fazer um povo livre, responsável e soberano ao receber tamanha dádiva de deus? Garantir que esta riqueza não escape de suas mãos, buscar os meios mais eficientes de explorá-la e modernizar suas leis para não repetir os erros de outros países.
A história tem mostrado que a riqueza do petróleo é uma faca de dois gumes. Quando bem explorada, traz progresso para o povo. Quando mal explorada, ela traz conflitos, desperdícios, agressão ao meio-ambiente, desorganização da economia e privilégios para uns poucos. Assim, alguns países pobres, ricos em petróleo, não conseguiram jamais sair da miséria.
Por isso, dei orientações bem claras aos ministros. Primeira: o petróleo e o gás pertencem ao povo brasileiro. Como no pré-sal, os possíveis sócios terão poucos riscos, eles não podem ficar com a parte da renda. Ela tem que ser do povo. Segunda orientação: o Brasil não pode ser um mero exportador de óleo cru. Vamos agregar valor aqui dentro, exportando derivados, como gasolina, diesel e produtos petroquímicos, que valem muito mais. Vamos construir uma poderosa indústria de equipamentos e serviços e gerar milhares e milhares de empregos brasileiros. Terceira orientação: não vamos nos deslumbrar e sair por aí, como novos ricos, torrando dinheiro em bobagens. O pré-sal é um passaporte para o futuro. Vamos investir seus recursos naquilo que temos de mais precioso e promissor: nossos filhos, nossos netos, nosso futuro.
Minhas amigas e meus amigos,
Os ministros seguiram estas diretrizes e honraram o compromisso com o povo brasileiro. A principal mudança que estamos propondo é que, nas áreas ainda não exploradas do pré-sal, passe a vigorar o modelo de partilha. Quase todos os países que têm grandes reservas e baixo risco de exploração adotam este sistema. Ele garante que o estado e o povo continuem donos da maior parte do óleo e do gás mesmo depois de sua extração.
Estamos propondo, também, que a Petrobras seja a operadora de toda área. Ou seja, exerça atividades de exploração e produção, com uma participação mínima de 30% em todos os blocos.
Não podia ser diferente. Afinal, temos dentro de casa uma das maiores, melhores e mais respeitadas empresas de petróleo do mundo. Assim saberemos tudo sobre as reservas, aperfeiçoaremos nossa tecnologia e faremos da Petrobras uma empresa ainda mais forte.
Este trabalho será complementado pela Petro-sal, uma nova empresa estatal, enxuta e altamente qualificada, que vai gerir os contratos de partilha e os de comercialização. Ela não vai concorrer com a Petrobras. Sua função é outra - a de ser o olho do povo na fiscalização de toda operação.
Minhas amigas e meus amigos,
Hoje o Brasil tem todas as condições políticas, econômicas e tecnológicas para enfrentar este desafio. A economia do Brasil vive um novo momento. De 2003 a 2008, crescemos em média, 4,1% ao ano. Nos últimos dois anos, mais que 5%. O país gerou cerca de onze milhões de empregos com carteira assinada. O desemprego caiu fortemente, de 11,7% em 2003, para 8% hoje. As taxas de juros são as menores das últimas décadas.
Não só pagamos a dívida externa, como acumulamos reservas de 215 bilhões de dólares. E mais: reduzimos a miséria e as desigualdades. Mais de 30 milhões de brasileiros saíram da linha da pobreza. E destes, 20 milhões ingressaram na nova classe média, fortalecendo o mercado interno e dando vigoroso impulso à nossa economia.
O fato é que hoje temos uma economia organizada e em crescimento, que foi testada na mais grave crise internacional desde 29 e saiu-se muito bem. Não só não quebramos, como fomos um dos últimos países a entrar na crise e estamos sendo um dos primeiros a sair dela. Antes, éramos alvo de chacotas e de imposições. Hoje, nossa voz é ouvida lá fora com atenção e respeito.
A Petrobras de hoje é a cara deste novo Brasil. É a oitava maior empresa do mundo. Não existe nenhuma empresa, na Europa, do tamanho dela. Nas Américas, fica atrás apenas de três gigantes norte-americanas. E é a segunda empresa em lucratividade. E, entre as petroleiras, a segunda em valor de mercado no mundo.
A Petrobras chegou aí, entre outros motivos, porque este governo acreditou e investiu, dando condições para que ela aumentasse a produção, encomendasse plataformas, sondas, modernizasse e ampliasse refinarias, treinasse e contratasse funcionários. Além de construir uma grande infra-estrutura de gás natural e entrar na área de biocombustíveis.
O coroamento deste esforço foi exatamente a descoberta, pela própria Petrobras, das reservas do pré-sal. Um feito extraordinário, que encheu de admiração o mundo e de orgulho os brasileiros.
Minhas amigas e meus amigos,
Este é um governo que acredita no Brasil e no que ele tem de mais rico: o seu povo.
É por isso que propomos que os recursos do pré-sal sejam colocados em um fundo social, controlado pela sociedade, e que será aplicado, majoritariamente, em desenvolvimento humano. De um lado, o novo fundo será uma mega-poupança, um passaporte para o futuro, que nos ajudará, entre outras coisas, a pagar a imensa dívida que o País tem com a educação e a pobreza.
De outro lado, funcionará, também, como um dique contra a entrada desordenada de dinheiro externo, evitando seus efeitos nocivos e garantindo que nossa economia siga saudável, forte e baseada no trabalho e no talento de nossa gente.
Todos estes temas estão agora em discussão no Congresso Nacional e eu sei que contaremos, mais uma vez, com o apoio livre e soberano do Legislativo na construção deste novo Brasil.
Uma ação desta amplitude só pode ocorrer, de forma saudável, em um ambiente democrático. A democracia é o ambiente mais saudável para o crescimento.
O embate e a paixão política fazem parte do universo democrático, mas não podemos deixar que interesses menores retardem ou desviem a marcha do futuro.
Uma democracia só se fortalece com a participação da sociedade. Por isso se mobilize, converse com seus amigos, escreva pra seu deputado, seu senador, pra que eles apoiem o que é melhor para o Brasil.
O Brasil não tem medo de crescer, nem de buscar os melhores caminhos. Não vai ficar preso a dogmas, a modelos fechados ou a falsas verdades.
O Brasil acredita no livre mercado mas também no papel do estado como indutor do desenvolvimento. E saberá sempre buscar o equilíbrio que garanta o melhor para seu povo.
Queridas brasileiras e queridos brasileiros,
É tempo de ampliarmos, ainda mais, a nossa esperança no Brasil. A independência não é um quadro na parede nem um grito congelado na história. A independência é uma construção do dia-a-dia. A reinvenção permanente de uma nação. A caminhada segura e soberana para o futuro.
Viva o 7 de setembro! Boa noite!"
02 setembro, 2009
Hino à Justiça
José Saramago
Ciberfil Literatura Digital
Versão para Acrobat Reader por Marcelo C. Barbão
Março de 2002
Permitida a distribuição
Visite nosso site: www.ciberfil.hpg.ig.com.br ou mande-nos um e-mail: ciberfil@yahoo.com
Texto lido na cerimônia de encerramento do Fórum Social Mundial 2002
Estavam os habitantes nas suas casas ou a trabalhar nos cultivos, entregue cada um aos seus afazeres e cuidados, quando de súbito se ouviu soar o sino da igreja. Naqueles piedosos tempos (estamos a falar de algo sucedido no século XVI) os sinos tocavam várias vezes ao longo do dia, e por esse lado não deveria haver motivo de estranheza, porém aquele sino dobrava melancolicamente a finados, e isso, sim, era surpreendente, uma vez que não constava que alguém da aldeia se encontrasse em vias de passamento. Saíram portanto as mulheres à rua, juntaram-se as crianças, deixaram os homens as lavouras e os mesteres, e em pouco tempo estavam todos reunidos no adro da igreja, à espera de que lhes dissessem a quem deveriam chorar. O sino ainda tocou por alguns minutos mais, finalmente calou-se. Instantes depois a porta abria-se e um camponês aparecia no limiar. Ora, não sendo este o homem encarregado de tocar habitualmente o sino, compreende-se que os vizinhos lhe tenham perguntado onde se encontrava o sineiro e quem era o morto. "O sineiro não está aqui, eu é que toquei o sino", foi a resposta do camponês. "Mas então não morreu ninguém?", tornaram os vizinhos, e o camponês respondeu: "Ninguém que tivesse nome e figura de gente, toquei a finados pela Justiça porque a Justiça está morta."
Que acontecera? Acontecera que o ganancioso senhor do lugar (algum conde ou marquês sem escrúpulos) andava desde há tempos a mudar de sítio os marcos das estremas das suas terras, metendo-os para dentro da pequena parcela do camponês, mais e mais reduzida a cada avançada. O lesado tinha começado por protestar e reclamar, depois implorou compaixão, e finalmente resolveu queixar-se às autoridades e acolher-se à protecção da justiça. Tudo sem resultado, a expoliação continuou. Então, desesperado, decidiu anunciar urbi et orbi (uma aldeia tem o exacto tamanho do mundo para quem sempre nela viveu) a morte da Justiça. Talvez pensasse que o seu gesto de exaltada indignação lograria comover e pôr a tocar todos os sinos do universo, sem diferença de raças, credos e costumes, que todos eles, sem excepção, o acompanhariam no dobre a finados pela morte da Justiça, e não se calariam até que ela fosse ressuscitada. Um clamor tal, voando de casa em casa, de aldeia em aldeia, de cidade em cidade, saltando por cima das fronteiras, lançando pontes sonoras sobre os rios e os mares, por força haveria de acordar o mundo adormecido... Não sei o que sucedeu depois, não sei se o braço popular foi ajudar o camponês a repor as estremas nos seus sítios, ou se os vizinhos, uma vez que a Justiça havia sido declarada defunta, regressaram resignados, de cabeça baixa e alma sucumbida, à triste vida de todos os dias. É bem certo que a História nunca nos conta tudo...
Suponho ter sido esta a única vez que, em qualquer parte do mundo, um sino, uma campânula de bronze inerte, depois de tanto haver dobrado pela morte de seres humanos, chorou a morte da Justiça. Nunca mais tornou a ouvir-se aquele fúnebre dobre da aldeia de Florença, mas a Justiça continuou e continua a morrer todos os dias. Agora mesmo, neste instante em que vos falo, longe ou aqui ao lado, à porta da nossa casa, alguém a está matando. De cada vez que morre, é como se afinal nunca tivesse existido para aqueles que nela tinham confiado, para aqueles que dela esperavam o que da Justiça todos temos o direito de esperar: justiça, simplesmente justiça. Não a que se envolve em túnicas de teatro e nos confunde com flores de vã retórica judicialista, não a que permitiu que lhe vendassem os olhos e viciassem os pesos da balança, não a da espada que sempre corta mais para um lado que para o outro, mas uma justiça pedestre, uma justiça companheira quotidiana dos homens, uma justiça para quem o justo seria o mais exacto e rigoroso sinónimo do ético, uma justiça que chegasse a ser tão indispensável à felicidade do espírito como indispensável à vida é o alimento do corpo. Uma justiça exercida pelos tribunais, sem dúvida, sempre que a isso os determinasse a lei, mas também, e sobretudo, uma justiça que fosse a emanação espontânea da própria sociedade em acção, uma justiça em que se manifestasse, como um iniludível imperativo moral, o respeito pelo direito a ser que a cada ser humano assiste.
Mas os sinos, felizmente, não tocavam apenas para planger aqueles que morriam. Tocavam também para assinalar as horas do dia e da noite, para chamar à festa ou à devoção dos crentes, e houve um tempo, não tão distante assim, em que o seu toque a rebate era o que convocava o povo para acudir às catástrofes, às cheias e aos incêndios, aos desastres, a qualquer perigo que ameaçasse a comunidade. Hoje, o papel social dos sinos encontra-se limitado ao cumprimento das obrigações rituais e o gesto iluminado do camponês de Florença seria visto como obra desatinada de um louco ou, pior ainda, como simples caso de polícia. Outros e diferentes são os sinos que hoje defendem e afirmam a possibilidade, enfim, da implantação no mundo daquela justiça companheira dos homens, daquela justiça que é condição da felicidade do espírito e até, por mais surpreendente que possa parecer-nos, condição do próprio alimento do corpo. Houvesse essa justiça, e nem um só ser humano mais morreria de fome ou de tantas doenças que são curáveis para uns, mas não para outros. Houvesse essa justiça, e a existência não seria, para mais de metade da humanidade, a condenação terrível que objectivamente tem sido. Esses sinos novos cuja voz se vem espalhando, cada vez mais forte, por todo o mundo são os múltiplos movimentos de resistência e acção social que pugnam pelo estabelecimento de uma nova justiça distributiva e comutativa que todos os seres humanos possam chegar a reconhecer como intrinsecamente sua, uma justiça protectora da liberdade e do direito, não de nenhuma das suas negações. Tenho dito que para essa justiça dispomos já de um código de aplicação prática ao alcance de qualquer compreensão, e que esse código se encontra consignado desde há cinquenta anos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, aquelas trinta direitos básicos e essenciais de que hoje só vagamente se fala, quando não sistematicamente se silencia, mais desprezados e conspurcados nestes dias do que o foram, há quatrocentos anos, a propriedade e a liberdade do camponês de Florença. E também tenho dito que a Declaração Universal dos Direitos Humanos, tal qual se encontra redigida, e sem necessidade de lhe alterar sequer uma vírgula, poderia substituir com vantagem, no que respeita a rectidão de princípios e clareza de objectivos, os programas de todos os partidos políticos do orbe, nomeadamente os da denominada esquerda, anquilosados em fórmulas caducas, alheios ou impotentes para enfrentar as realidades brutais do mundo actual, fechando os olhos às já evidentes e temíveis ameaças que o futuro está a preparar contra aquela dignidade racional e sensível que imaginávamos ser a suprema aspiração dos seres humanos. Acrescentarei que as mesmas razões que me levam a referir-me nestes termos aos partidos políticos em geral, as aplico por igual aos sindicatos locais, e, em consequência, ao movimento sindical internacional no seu conjunto. De um modo consciente ou inconsciente, o dócil e burocratizado sindicalismo que hoje nos resta é, em grande parte, responsável pelo adormecimento social decorrente do processo de globalização económica em curso. Não me alegra dizê-lo, mas não poderia calá-lo. E, ainda, se me autorizam a acrescentar algo da minha lavra particular às fábulas de La Fontaine, então direi que, se não interviermos a tempo, isto é, já, o rato dos direitos humanos acabará por ser implacavelmente devorado pelo gato da globalização económica.
E a democracia, esse milenário invento de uns atenienses ingénuos para quem ela significaria, nas circunstâncias sociais e políticas específicas do tempo, e segundo a expressão consagrada, um governo do povo, pelo povo e para o povo? Ouço muitas vezes argumentar a pessoas sinceras, de boa fé comprovada, e a outras que essa aparência de benignidade têm interesse em simular, que, sendo embora uma evidência indesmentível o estado de catástrofe em que se encontra a maior parte do planeta, será precisamente no quadro de um sistema democrático geral que mais probabilidades teremos de chegar à consecução plena ou ao menos satisfatória dos direitos humanos. Nada mais certo, sob condição de que fosse efectivamente democrático o sistema de governo e de gestão da sociedade a que actualmente vimos chamando democracia. E não o é. É verdade que podemos votar, é verdade que podemos, por delegação da partícula de soberania que se nos reconhece como cidadãos eleitores e normalmente por via partidária, escolher os nossos representantes no parlamento, é verdade, enfim, que da relevância numérica de tais representações e das combinações políticas que a necessidade de uma maioria vier a impor sempre resultará um governo. Tudo isto é verdade, mas é igualmente verdade que a possibilidade de acção democrática começa e acaba aí. O eleitor poderá tirar do poder um governo que não lhe agrade e pôr outro no seu lugar, mas o seu voto não teve, não tem, nem nunca terá qualquer efeito visível sobre a única e real força que governa o mundo, e portanto o seu país e a sua pessoa: refiro-me, obviamente, ao poder económico, em particular à parte dele, sempre em aumento, gerida pelas empresas multinacionais de acordo com estratégias de domínio que nada têm que ver com aquele bem comum a que, por definição, a democracia aspira. Todos sabemos que é assim, e contudo, por uma espécie de automatismo verbal e mental que não nos deixa ver a nudez crua dos factos, continuamos a falar de democracia como se se tratasse de algo vivo e actuante, quando dela pouco mais nos resta que um conjunto de formas ritualizadas, os inócuos passes e os gestos de uma espécie de missa laica. E não nos apercebemos, como se para isso não bastasse ter olhos, de que os nossos governos, esses que para o bem ou para o mal elegemos e de que somos portanto os primeiros responsáveis, se vão tornando cada vez mais em meros "comissários políticos" do poder económico, com a objectiva missão de produzirem as leis que a esse poder convierem, para depois, envolvidas no açúcares da publicidade oficial e particular interessada, serem introduzidas no mercado social sem suscitar demasiados protestos, salvo os certas conhecidas minorias eternamente descontentes...
Que fazer? Da literatura à ecologia, da fuga das galáxias ao efeito de estufa, do tratamento do lixo às congestões do tráfego, tudo se discute neste nosso mundo. Mas o sistema democrático, como se de um dado definitivamente adquirido se tratasse, intocável por natureza até à consumação dos séculos, esse não se discute. Ora, se não estou em erro, se não sou incapaz de somar dois e dois, então, entre tantas outras discussões necessárias ou indispensáveis, é urgente, antes que se nos torne demasiado tarde, promover um debate mundial sobre a democracia e as causas da sua decadência, sobre a intervenção dos cidadãos na vida política e social, sobre as relações entre os Estados e o poder económico e financeiro mundial, sobre aquilo que afirma e aquilo que nega a democracia, sobre o direito à felicidade e a uma existência digna, sobre as misérias e as esperanças da humanidade, ou, falando com menos retórica, dos simples seres humanos que a compõem, um por um e todos juntos. Não há pior engano do que o daquele que a si mesmo se engana. E assim é que estamos vivendo.
Não tenho mais que dizer. Ou sim, apenas uma palavra para pedir um instante de silêncio. O camponês de Florença acaba de subir uma vez mais à torre da igreja, o sino vai tocar. Ouçamo-lo, por favor.
18/03/2002
Até que ponto nos colocamos na posição de juiz? Julgando o que nos vem como verdade de outras fontes...Temos o direito de julgar? Como devemos interagir com verdades que julgamos falsas?
E qual é a finalidade do julgamento? Qual é o objetivo do julgar?
Existe interação positiva ou negativa com a "verdade" confrontada?
Enfim, são muitas as coisas que vemos em nosso cotidiano pelo mundo. Porém, são poucas as coisas que realmente nos chamam a atenção.
Serão elas verdade ou não ?
25 agosto, 2009
Desocupação territorial, isso é real?
Não foi fácil olhar aqueles rostos, lágrimas tentavam cobrir o vermelho que a fumaça trouxe.
800 famílias.
um terreno partícular.
a justiça em ação, nesses casos ela funciona, o terreno vai voltar para o proprietário, que por tanto tempo nunca foi lá usar.
tinha mais de 500 policiais.
Ferrez - http://ferrez.blogspot.com/2009/08/capao-redondo-24-de-agosto-de-2009.html
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Nesta segunda-feira, cerca 1500 cidadãos que ocupavam há 2 anos um terreno pertencente à Viação Campo Limpo (empresa de ônibus) no Capão Redondo foram jogados no olho da rua sob o som, a fumaça e o impacto das bombas e tiros disparados pela tropa de choque da polícia militar.
Nenhuma solução habitacional foi apresentada para as famílias despejadas. Por enquanto, o Estado brasileiro só agiu para defender a propriedade privada ociosa. Uma rua cheia de lama será a casa destas pessoas na fria noite de hoje. Amanhã, nem isso.
Apocalipse Motorizado - http://www.apocalipsemotorizado.net/
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Assista o vídeo - Violentamente Pacífico.
em
http://www.apocalipsemotorizado.net/
17 agosto, 2009
Direto do blog Dissonancia.com

FUMAR ES DE DERECHA: El consumo de cigarros suele coincidir con los intereses de la ideología dominante. En materia económica, supone un importante apoyo a las grandes compañías tabacaleras, en el terreno ideológico refuerza los valores de la sociedad de consumo, la productividad, competitividad, etc. y a nivel popular, su uso está incorporado en la población y no es fácilmente sustituible.
(ALEMANY y ROSSELL, 1981:8)
FUMAR ES DE DERECHA desglosar el “propio concepto de droga”. Éste es uno de los temas centrales a la hora de abordar los estereotipos en drogodependencia. En un principio, debemos considerar qué entendemos por “droga” y cuáles son todas sus dimensiones, especialmente las culturales y simbólicas. Es importante tener en cuenta que es la sociedad la que determina qué sustancia es droga y cuál no lo es, por lo tanto, la lógica sociocultural es la que impera por encima de la científica. No se considera droga un rivotrit, whisky escocés o un camel light, al contrario da status. Entonces, en el mundo occidental, se identifica claramente las drogas ilegales como extremadamente peligrosas, (cannabis, cocaína y opiáceos), mientras que son consideradas menos relevantes las drogas como el tabaco, el alcohol o los psicofármacos por lo que la carga negativa de la representación social es nula. Éstas son ejemplos claros de drogas sociales comúnmente aceptadas y legitimadas. Y es la guerra que te propongo hacer, ya que la legitimación que tienen es hipócrita: el grado de cada vez más jóvenes que ha crecido en los últimos años. La publicidad vincula el consumo del cigarro con deportes extremos y actividades recreativas. Y como dice la contra... Si fumaras, no serías capaz destrepar montañas, manejar un fórmula 1 o cruzar desiertos... Tu cuerpo y tus pulmones no podrían tolerarlo... Porque el marketing un producto debe ser susceptible de ser ofrecido para satisfacer una necesidad o deseo, haciendo referencia no sólo a los objetos tangibles que se producen para luego ser vendidos, sino también a aquellos intangibles, como son las ideas que pueden satisfacer alguna necesidad o deseo.
La razón fundamental por la cual los consumidores consumen un producto en particular, se debe a las ventajas buscadas con la adquisición del producto, en razón de su personalidad, comportamiento, estilo de vida, etc. des y deseos, reales o inducidos, de los potenciales consumidores. Es relevante destacar que es a partir de las necesidades y deseos inducidos (y no reales) que se constituyen los consumidores de tales productos o servicios en particular. Por ejemplo, se cree que se necesita coca-cola (aunque en realidad es un deseo inducido y lo que se necesita es agua). Hay determinados productos y servicios que han sido introducidos al mercado mediante largas campañas que hoy en día es impensable su falta: equipos de música, televisión, gaseosas, celulares, etc. Como dice la publicidad antes señalada, creemos que sería sencillamente imposible vivir sin estos productos, mientras en realidad no es así. Si uno no tiene televisión o teléfono no se muere. Es cierto que producen importantes ventajas al consumidor, pero no son indispensables para las funciones vitales. Tengo amigas que sólo fumadoras sociales, otras q se refieren a los cigarros como “mis compañeros”. Algunos creen que los inspira,. Bah... Yo creo en el superhombre de Nietzsche, se puede soportar vivir, nos hace más fuerte. Somos un puente y no una meta. Las personas entran en ese cause muchas veces porque les conviene, porque tienen problemas emocionales, sociales, profesionales o psicológicos, y se refugian ahí como una excusa muy buena para escenificar su necesidad de ayuda y de dependencia.
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Pessoal tirei esse texto do blog http://www.dissonancia.com/
Ótima fonte de informação, conhecimento e entretenimento.
Acessem.
Sem direito a ponto final
Veja o que quiseres...Se é a máscara que queres, coloco-a na frente para poderes ve-la (e julga-la) melhor.
Tudo o que pensas de mim é axatamente o que te tira do meu caminho.
Você pensa menos em mim e mais na imagem que construiu.
O que pensas não sou eu!
É passado. Ficou.
Assim como você.
Tchau
sem direito a ponto final
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Now playing: Valete - Liricistas (Feat. Adamastor Chullage,Ace & fuse)
via FoxyTunes
23 julho, 2009
21 julho, 2009
A história das coisas
20 julho, 2009
15 julho, 2009
Kafka
Achei essa imagem tão kafkiana que me rendi a posta-la e fazer um comentário sobre a obra desse autor!nem muitas tb. Kafka foi um dos primeiros que me convenceu a ler o mesmo livro mais de uma vez.
Quando comecei a ler "carta ao pai", não consegui parar mais. Como dizem por aí, destrui, comi, devorei, li tudinho do livro. De cabo a rabo. Não contente, indiquei a obra para todas as pessoas que conhecia. Ainda não contente, reli. E reli de novo. Sempre que terminava pensava: "Cara, esse livro é muito bom". Entretanto, o que mais se facinava era a forma em que eu conseguia ver o que se passava no livro e nem tanto a história em si. A descrição de Kafka sobre a vida dele era tão real que conseguia imagina-lo ao meu lado. Sem muito esforço. Vendo claramente o sofrimento do garoto diante o mundo que o rodiava. Com o tempo, fui cristalizando a idéia que a obra, por fim, não era apenas um relato pessoal. Mas sim, um convite a filosofia do cotidiano. A filosofia imaginativa que consegue nos transportar para além do nosso corpo e nos faz ter uma visão mais ampla sobre o mundo a nossa volta.
Tendo essa pré-idéia do trabalho de Kafka, fui atrás de outras fontes para confirmar a teoria.
Dito e feito, li a "Metamorfose" (algumas vezes também) e confirmei o que pensava!
O livro é curtíssimo, como "Carta ao pai", porém mostra a mesma visão de uma forma mais ampla. Kafka não narra a sim mesmo. Mas narra a história em terceira pessoa. O que amplia a visão da história, consegue mostrar mais o contexto geral e esclarece o convite a filosofia imaginativa. Na "Metamorfose" do personagem - de pessoa a barata, todos nós podemos nos ver.
Somos a barata de dia e a pessoa de noite, e vice e versa.
Cada atitude, ação, expressão, nos possiciona entre o 8 e o 80. Isso também envolve o que temos e, consequentemente, o que não temos. Kafka assim nos mostra o quão insignificante(inseto) podemos ser para aqueles que nos tem como iguais...
Mais uma vez, somos convidados por Kafka à olhar a nossa volta e a si mesmos. A visão do cotidiano coletivo e a constituição da sociedade como pilar moldador dos laços de interesse e ação, são problematizados e questionados pelo autor.
Terminado a minha história com Kafka, li o "O Processo". Esse sim um livro pesado! Bem maior e bem mais denso que os dois primeiros que li. Porém, um livro bem mais completo. Porém seguindo a mesma linha e estilo de "Metamorfose". O livro também é narrado em terceira pessoa e conta com um personagem que, como em "Metamorfose" não sabe o que está acontecendo a seu redor. O que parece é que da mesma forma que culpamos o "sistema" pelo erros da sociedade, o personagem de "O Processo" o faz. Sem saber o que está acontecendo ao seu redor, vai sendo levado ao fim, esgotamento físico e mental. Acorda em um dia normal sendo abordado por polícias que o levam preso, sem motivos. Assim começa o livro onde o personagem vai sofrendo com um processo que não encontra nenhuma conformidade e coerencia, sendo vítima de uma perseguição.
Como todos os personagens de Kafka nos livros que li, a perseguição e a culpa estão sendo caminhando juntas. Os personagens kafkianos sofrem psicologicamente com a dúvida constante entre vítimas ou criminosos. Essa questão está sempre na cabeça, atormentando.
Kafka nos põem a mesma minhoca na cabeça. Nos faz questionar nosso papel na sociedade em que livemos. Nos coloca de bandeja o contexto, explicitando o cenário e convidando ao debate!
--------------------------------Sobre o autor (Wikipedia)
Franz Kafka (língua tcheca: František Kafka)(Praga, 3 de julho de 1883 - Klosterneuburg, 3 de junho de 1924) foi um dos maiores escritores de ficção da Língua alemã do século XX. Kafka nasceu numa família de classe média judia em Praga, Áustria-Hungria (agora República Tcheca). O corpo de obras suas escritas— a maioria incompleta e publicadas postumamente[1]— destacam-se entre as mais influentes da Literatura ocidental[2].
Seu estilo literário presente em obras como a novela A Metamorfose (1915), e romances incluindo O Processo (1925) e O Castelo (1926) retratam indivíduos preocupados em um pesadelo de um mundo impessoal e burocrático.
--------------------------------Outros Autores semelhantesAlbert Camus
Nikolai Gogol




