03 abril, 2008

Valeu

E ai galera!!! Gostaria primeiramente de dar os parabéns para o Léo pela iniciativa da construção do Blog (é isso ai muleke, tem que faze acontece !!!) e agradecer pelo convite de eu poder estar postando no mesmo. Se a democracia existe mesmo, isso eu não sei, mas só de existir alguns espaços como este, onde pessoas diferentes e de diferentes lugares, ramos e opiniões, possam se expressar de diferentes formas, pra mim já ta bom...
Gostaria de postar uma letra de uma música minha (a única, e que nem tem nome ...rsrsrs) que fiz quando mais muleke (faz uma carinha já... rsrsrs) depois que li o livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos. Talvez eu tenha sido um pouco ousado demais em escrever de uma realidade que na verdade nunca vivi. Mas creio que o objetivo da literatura é este mesmo. Liberar a imaginação, possibilitando contato com lugares e pessoas que nunca tive contato. Proporcionar uma parceria entre escritor e leitor, onde a obra só se faz acabada mesmo, na mente do segundo. Diferente das novelas televisivas, onde a minha posição é só de espectador, nos livros posso me sentir um pouco mais à vontade, quase como um autor, pois eles me dão a liberdade de criar e de imaginar todo um cenário de quadros e de personagens. Assim, milhares de livros impressos iguais, do mesmo autor, titulo e edição, se tornam únicos, e produzem resultados únicos na vida de cada pessoa. Ta ai um desses resultados. Valeu...


Seca, deserto, agreste
Seca, deserto, sertão

O sol que escalda as costas
E a intolerância
Me incomodam

Não sei fala, não sei escreve
Sou chacota
Na TV

Minha cabeça ferve
Sinto o pó entrando pela boca
Queimando vísceras presentes
Até me consumir

Dor, o que é dor?
Confundo dor com a felicidade
A seca cobre minha cidade
E o sol,
Extingue minhas esperanças

Dor, o que é dor?
Me escondo na sombra da caatinga
O escuro da noite me alivia
E eu sonho,
Por melhores dias

Dor, o que é dor?
Andando de um lado pro outro
Sem chão, sem terra, sem dono

Vivo, sobrevivo, ao martírio
Vivo, sobrevivo, ao martírio

4 comentários:

Anônimo disse...

Opâ ...
Essa eu já ouvi ao vivo, tenho at´´e gravada ...
Da hora kbça , tem um pique poético muito bom ao ler ... vou recitar no sarau beleza?
Sumemo vagabundo .

Poe agua no feijão que domingo nois ta chegando

Michel

Walker disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Walker disse...

Ai michel para de puxar o saco do maluco. O cara já foi boleiro, capoerista, operário, músico,cientista social... esse quer abraçar o mundo, hehehe.
Ai mano é isso mesmo; especialista são só especialista nada mais.

Walker

Anônimo disse...

PÔ Dani ...não sabia dessa sua veia poética...achei digno de elogio esse seu poema,e digo: muito bacana.... Apesar de vc não ser um menino, e nem eu, do sertão me senti um pouquinho de novo naquele lugar, assim como me senti qdo li vidas secas....

Dá - lhe DAANI

OHHH Walker não fica com ciúme não escreve um poema bonito tb que a gnte elogia...rs

um beijo Dani e pra vc Léo tb

È a Paty - la de Guaíra..