24 junho, 2010

Conversas atravessadas

Estávamos no ponto de ônibus, que em Curitiba é chamado de tubo por sua estética peculiar.
A nossa frente estava a porta de embarque, já aberta para a parada do ônibus e o embarque da tripulação. Além dos passageiros, também se encontrava dentro do tubo o cobrador, encarregado de sua administração e cobrança de tickets.
Enquanto esperávamos, veio vindo, pelo corredo de ônibus, um velho senhor caminhando em velocidade esperada. Cabelos grisalhos contra o vento. Roupa confortável e, na mão, uma bengala. Não a fazia de suporte. Apenas a trazia como quem leva um livro a passear sem a intenção de folha-lô.
Chegando ao ponto de ônibus, o senhor fez questão de pagar a sua passagem. Mesmo sabendo que pessoas daquela idade são isentos desse esse tipo de coisa. O senhor fez questão de comprimentar o cobrador também, com um bom dia mais morto que vivo. O bom dia do senhor, voltou com outro bom dia do cobrador. E a conversa começou.
-Bom dia. Disse o Senhor.
-Bom dia Sr. Jorge. Disse o cobrador
-Que ótimo. Respondeu o Senhor
-Sabe porque eu lembro do nome do Senhor, Sr Jorge?
-Hummmmm?
-Porque meu irmão chama-se Jorge.
-Entendi.
-Gente boa. Disse o cobrador.
-Obrigado. Respondeu o Senhor. Obrigado. Novamente ele disse
-Sabe que nós gostamos muito do senhor, né! Disse o Senhor.
Enquanto isso, o ônibus chegou.
Hora de embarcar.
-Até mais seu Jorge. Disse o cobrador
-Até seu José. Se despediu o velho senhor.

04 março, 2010

Troca de frases...


Com 1 hora vaga entre uma tarefa e outra na minha nova rotina de colocar a vida em ordem, acabo em uma loja de bugingangas aonde uma escultura me chama atenção pela sua beleza e simplicidade. Logo se aproxima uma senhora de meia idade e me pergunta:

- Você acha que isso fica bom pra presente?

respondo:

- Eu particularmente gosto muito, mas se é boa pra presente vai depender do presenteado!

foi quando a senhora abre a boca e fala:

- É estão usando muito esses escravos por aqui!

foi quando suspirei e pensei...

"Faz tempo minha senhora...mas agora não são somente os desembarcados dos navios e sim toda uma população...sim continuamos escravos!" e sem conseguir expressar tudo o que pensava me retirei com um sorriso amarelo.

12 fevereiro, 2010

Repente do BBB

Olá carríssimos. Recebi estes dias de uma amiga um email, no mínimo bem criativo, que gostaria de estar compartilhando com vocês. Fiquem à vontade para encaminharem este conteúdo de email para amigos e afins ... mas fique tranquilo, você NÃO é obrigado... nenhuma praga, má sorte, zique-zira, ou uma nova paixão ou amor irá acontecer por causa disso ...
Valeu Mog ...

BIG BROTHER BRASIL

Autor: Antonio Barreto, Cordelista natural de Santa
Bárbara (BA), residente em Salvador.

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão 'fuleiro'
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, 'zé-ninguém'
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme 'armadilha'.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dá muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério - não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os "heróis" protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
"professor", Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mau exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos "belos" na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos "emburrecer"
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal.

FIM
Salvador, 16 de janeiro de 2010.

30 janeiro, 2010

Livro aponta crise na qualidade dos sambas de enredo do carnaval

Direto do sítio www.ig.com.br Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro

Os sambas de enredo podem estar em extinção. O ritmo vem se descaracterizando desde a década passada

Autores indicam os sete melhores sambas de enredo da história

Os sambas de enredo, como são conhecidos hoje em dia, pouco têm a ver com o que lhes definiram e diferenciaram ao longo dos anos, dentro da música popular brasileira. É essa teoria que Alberto Mussa e Luiz Antonio Simas expõem em “Samba de Enredo: História e Arte”, recém-lançado pela editora Civilização Brasileira.

Para os autores, essa “morte” do gênero musical foi anunciada com o conhecido samba da Acadêmicos do Salgueiro, que venceu o carnaval de 1993 com o enredo “Peguei um Ita no Norte”. Desde então, o refrão ‘explode, coração/ na maior felicidade’, entoado até em estádios de futebol, passou a ser copiado e recriado à exaustão. “O ‘explode coração’ funciona bem para os blocos de rua do Leblon, não para um desfile de escola de samba. Mas as pessoas acham que é fantástico. Virou referência para todo mundo. Acham que samba tem que ser feito para dar pulinhos, balançar os braços e sacudir. Criou-se o ‘samba-frevo’”, critica Mussa, que é salgueirense.

A partir daí, as baterias tiveram seus ritmos alucinadamente acelerados, o que acarretou a perda da qualidade das melodias. “Transferiram para as escolas uma característica dos blocos de rua, achando que carnaval é uma coisa alegre. Confundiram escola de samba com bloco, numa época em que os blocos tinham acabado na cidade”, continua ele.
Construção épica

O que determina um samba de enredo, de acordo com os pesquisadores, é que, ao contrário de qualquer outro tipo de música urbana, sua construção não deve ser lírica, mas épica. “É uma manifestação objetiva de um tema, não é o sentimento do narrador ou do compositor, mas uma dissertação sobre um assunto que não foi proposto por ele, e sim pela escola ou pelo carnavalesco”, afirma Mussa.

Para ele, a perda dessa característica, trazendo uma conotação mais subjetiva aos versos, vem diminuindo o gênero. Os autores ainda citam outros fatores, que também contribuíram para o empobrecimento do ritmo musical.

Simas cita os enredos abstratos e a chegada de empresas privadas junto às agremiações, surgindo a era dos sambas patrocinados. “Em 2002, a Beija-Flor e o Salgueiro falaram de aviação. A primeira patrocinada pela Varig e a segunda pela TAM. Você até pode não ter um bom samba, tendo um bom enredo. Mas se você não tem bom enredo, dificilmente terá um bom samba”, alerta ele, sambista do Império Serrano e historiador da UFRJ.

Neste ano, eles lembram que apenas duas escolas apresentam autênticos sambas de enredo, nos moldes tradicionais: a Imperatriz (“Brasil de Todos os Deuses”) e a Vila Isabel (“Noel, o Poeta da Vila”, este composto por Martinho da Vila). “São letras que fogem do padrão convencional de melodias”, afirma Simas.

Os piores de 2010

Entre os piores da safra 2010, ambos os autores citam o da Grande Rio (“Das arquibancadas ao camarote nº 1. Um Grande Rio de emoção na Apoteose do seu coração”) e o da Portela (Derrubando Fronteiras, conquistando liberdade... Rio de paz em estado de graça!”). “Virou moda as empresas quererem fazer citação de suas marcas no meio da letra. A Portela vem falando de inclusão digital, mas é patrocinada pelo computador Positivo. Isso fica horrível num samba. Não dá também para cantar o ‘Camarote número 1’ na letra da Grande Rio”, aponta Mussa.

O livro vem ajudar a elucidar questões como a da evolução do samba, até chegar ao que se considera ser a decadência atual das músicas dos desfiles de carnaval. Apesar do pessimismo quanto ao gênero musical, Simas e Mussa creem que a contribuição da obra vai além. “É a primeira vez que o surgimento do gênero é tratado como um processo histórico”, diz Simas.

Os sete melhores sambas de enredo de todos os tempos, segundo os autores:

• “61 anos de República”, do Império Serrano (1951) – “É o primeiro samba que traz todas as características de samba-enredo. É uma narração épica, com melodia suave”, diz Mussa.

• “Seca do Nordeste”, de Tupi de Brás de Pina (1961) – “A escola já nem existe mais. Foi a primeira vez que foi retratado o problema da seca do Brasil num samba de enredo. Jamelão acreditava ser esse o maior samba de todos os tempos”, afirma Mussa.

• “Navio Negreiro”, do Salgueiro (1957) – “Foi a primeira vez que a escravidão foi retratada com ênfase na grandeza da violência”, analisa Simas.

• “História do Negro no Brasil”, mais conhecido como “Sublime Pergaminho”, da Unidos de Lucas (1968) – “Nesse samba a abolição dos escravos não foi atribuída unicamente à Princesa Isabel, mas à luta dos próprios negros. É um ponto de vista de um fato histórico”, afirma Simas.

• “Os Sertões”, da Em Cima da Hora (1976) – “É uma demonstração de que samba não precisa ser feito para as pessoas ficarem alegres. Além de resumir muito bem a belíssima obra de Euclides da Cunha”, diz Mussa.

• “Glória e Graça da Bahia, do Império Serrano (1966). “É um incrível samba do Silas de Oliveira. Me causa comoção, pela letra que possui. É monumental”, diz Simas.

• “Chico Rei”, do Salgueiro (1964) – “Sintetiza a revolução que a escola viria a fazer naquela década, em termos de estrutura de carnaval. Além de ser, entre todos os sambas de temática afro, o mais bonito”, afirma Simas.

18 janeiro, 2010

Conversa de loja de conveniência

Dois rapazes na fila do caixa, esperando atendimento.
A ansiosidade fala por si, e a inquietude se expressa nas palavras:
- Que demora heim! Esbraveja o cliente.
- É mesmo, está demorando muito. Completa o próximo da fila.
- Eu nunca gostei do atendimento dessa loja. Imenda.
- Nem eu, só venho aqui porque não tem nenhum outro mercado por perto. Conclui.
- Pera aí meu. Da onde você é, to sentindo algo estanho no seu sotaque. Pergunta o rapaz que está por último.
- Sou da lituania. Responde com naturalidade.
- Caramba!!! Nunca pensei que conheceria alguem da lituania! Que interessante. E a quanto tempo você está por aqui?
- Já faz um tempinho heim. Acho que mais que 10 anos.
- Putz, 10 anos !? Isso é uma vida!! Quantos anos você tem?
- Estou com 32.
- 32? Isso quer dizer que você viveu o fim da União Soviética, né ?? Pergunta com empolgação.
- Vivi sim. Responde friamente.
- Mas me conta!! E aí ??
- E aí o que ?
- Como assim e aí o que?? Me fala o que você sente com isso! O fim da URSS não significou nada para vc? Ou para a sua família? Ou mesmo para o país?
- Bom, significou sim. Mudou um pouco, mas tá quase a mesma coisa.

Nisso, a fila anda. E depois de atendido o rapaz da lituania vira e se despede.
- Mas pera um pouco aí. Pede o outro. Quero saber mais uma coisa.
- Blz. Mas rapidinho blz ? Tenho q tomar o meu rumo.
- Blz, rapindinho! concorda o inquisitor.
Depois de ser servido ele continua o inquerito. Aponta a direção para irem caminhando e retoma o assunto:
- Então, mas me fala, vc era adolecente quando tudo aconteceu, né ?
- Sim, era adolecente.
- Já trabalhava?
- Não.
- E como era na escola? As aulas de geografia e história mudaram do dia para a noite?
- Não.
- Não ?Estarrecido continuou. Mas quando acabou a URSS não mudou tudo?
- Mudou, mas as mudanças são gradativas. Fomos sentindo com o tempo. Ou melhor, foi uma mudança tão tranquila que mal sentimos. O que foi mais sensivel foi o fim das cotas para comida, cigarros e etc. Além do fim das filas para pegar as cotas.
- Tinha fila pra pegar as cotas é?
- Sim, tinha muita fila. Toda semana era a mesma história. Alguem da família ia lá e demorava um bocado. Mas pegava tudo de uma vez. Açucar, sal, pão, cigarro, bebidas e etc.
- E tinha que pagar para pegar isso ou era só mostrar um documento ?
- Tinha que pagar.
- Putz, sério? Perplexo.
- Sério! Mas não para tudo. A maioria das coisas a gente pegava mostrando um carnê.
- Como assim?
- Alguns itens eram disponibilizados através de um carnê diário. Outros itens tinha que pagar para pegar. Mas esses são os extras.
- Extras? Desiludido.
- Sim, o que era vendido no mercado negro. O que não era disponivel através das cotas semanais e mensais. O que era excesso de limite.
- Hummm, entendo. E o mercado de trabalho, mudou ?
- Mudou.
- Muito? perguntou o inquisitor.
- Razoavelmente.
- Como assim, razoavelmente?
- Nada mudou de repente. Foi passo a passo. As empresas não entraram com tudo de uma hora para outra. Foi gradual. Mesmo assim, você não pode comparar aqui com a Lituania. Continuamos muito diferentes. E falo isso em vários aspectos.
- Sim sim, imagino. Mas e sua família, mudou de emprego? O que seu pai fazia antes e o que ele faz hoje?
-Meu pai morreu. Respondeu com seriedade
- ..........
- Olha, eu tenho que ir.
- Lógico! Vai lá. Foi mal ter prendido vc aqui.
- Até mais.
- Até.

Da folha, do veríssimo, de comédia.

Os dois menores e MELHORES contos de fadas do mundo !!!

1.-) Conto de fadas para mulheres do séc. 21
Era uma vez uma Linda moça que perguntou a um lindo rapaz:- Você quer casar comigo?
Ele respondeu: NÃO!
E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu muitos outros rapazes, visitou muitos lugares, foi morar na Praia, comprou outro carro, mobiliou sua Casa, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela.O rapaz ficou, careca, o pinto caiu, a bunda murchou, ficou sozinho e pobre, pois não se constrói nada sem uma MULHER. FIM!!!
(Luís Fernando Veríssimo)


2.-) Conto de fadas para mulheres do séc. 21
Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã. Então, a rã pulou para o seu colo e disse: - Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...
E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: - Nem fo....den...do! FIM!!!
(Luís Fernando Veríssimo)

12 janeiro, 2010

Sitio de sociologia - sociologia em rede

Atenção aos sociologos interessados.
Vagando pela internet encontrei um sitio que pode se tornar interessante em pouco tempo. É um portal de sociologia que pretende reunir discussões, vídeos, idéias, pessoas, textos, artigos, blogs, foruns, links, eventos, enfim, tudo que gira em torno da sociologia que todos os sociologos tem necessidade de debater, expor e fazer público.
Descobri o sitio a pouco tempo e, aparentemente, o sitio também foi criado a pouco tempo. Existem poucos grupos de discussão e poucos membros, mas o que se mostra parece promisor. Se as pessoas utilizarem essa ferramenta com seriedade por se tornar algo produtivo na condição de auxiliar debates e construção de idéias no caminho de amadurecimento da sociologia.
O sitio é http://sociologiaemrede.ning.com/

tempo de sobra?

Se você é daqueles que curtem ficar migrando de sitio em sitio a procura de material de boa qualidade na internet, tenho uma boa ferramenta para indicar.
É o sitio http://www.stumbleupon.com/home/ - como ele você procurar sitios de afinidades com muita facilidade, além receber dicas semanais por e-mail de sitios que poderão chamar a sua atenção. O sitio acumula dados sobre você, suas vontades e seu histórico e lhe oferece semanalmente cerca de 10 sitios que possam lhe ser interessantes. Além disso, o sitio também envia uma lista dos 10 sitios mais visto através do próprio sitio. Possibilitando assim que você explore mais materiais afins e diversos.
Essa é uma ótima ferramenta de conhecimento e descobrimento da internet. Vale a pena usar.

11 janeiro, 2010

Nada se perde, tudo se transforma

Atitudes que fazem mal também servem como estímulo para o crescimento interno.

Nada como um dia após o outro.
Nada como o tempo, para curar feridas e renovar esperanças.
Nada como a imprevissibilidade do novo se transformando em combustivel para continuar o caminho.

Te digo uma coisa, quanto mais vivo mais vejo que aqui, nesse mundo, tem gente que não tem nada a perder para fazer mal aos outros.
E as intenções que levam esses a espalhar a semente do ódio, nem sempre é a vingança. Também podem utilizar o prazer a fim de destruir momentos ou vidas por uma simples risada.


Tenho uma história para repartir...

Aconteceu na rua.
Era de noite e poucas pessoas andavam pelas calçadas.
Poucos carros passam por aí. A neve de inverno deixou as ruas perigosas para o tráfigo. O asfalto congelado dificultava o movimento. Tanto pessoas como carros eram raros naquela hora.
Porém, perto da estação de trem havia um canto escuro, onde alguns tomavam um trago aparentemente para se livrar do frio arrebatador.
Eram certa de 4 pessoas que entre tragos e outros cuspiam e falavam alto. Quando terminavam cada lata a atiravam à rua, sem pretenção de apanha-las posteriormente.
A frente deles um ponto de ônibus, em oposição a estação de trem. Sempre sombriu e com ar de abandonado. A impressão para quem olha o ponto de ônibus cercado de pessoas altamente alcoolizadas ao redor é a de que ele não era utilizada a um bom tempo, ou pelo menos desde o momento em que aquelas pessoas teriam chegado ali.

Do outro do lado da cidade, um cara acabou de terminar a sua jornada de trabalho.
O que mais quer fazer é ir para a sua casa, junto do calor de sua mulher e filho que já se encontram deitados a ponto de dormir.
O rapaz tem um longo caminho pela frente. São dois ônibus até chegar em casa. Além de uma pernadinha. Mas nada que desanime esse caboclo. Já passou por momentos piores e esse até lhe parece tranquilo.
Quando está chegando no ponto de ônibus onde irá pegar a segunda condução para a sua casa, um morador da rua lhe para pedindo um cigarro. A resposta vem negativa em tom de estranhamento. Isso dificilmente acontece com ele. Não é fumante e não costuma dar mole quando está andando pelas ruas da cidade. De qualquer forma, não se importou com o episódio e seguiu na caminhada, rumo ao segundo ônibus.
Outra vez, no meio do caminho, aconteceu algo. Dessa vez era sua cabeça, lhe surpreendendo com uma premonição do que poderia acontecer pelos caminhos escuros que passava. Nada muito sério ou que devesse ser levado a sério. Idéias e possibilidade são muitas e elas só acontecem de acordo com o conjunto de ações e reações que se sussedem na nossa vida. A premonição foi só uma idéia, ele pensou. E continuou sem exitar. Se aproximando do caminho, a sua frente, ia uma garota. Andar lijeiro e cabeça à baixo. Não só por que era noite e nada se via, mas também para evitar o frio e o tropeço indesejado nas calçadas congeladas.
Ela parou no mesmo ponto de ônibus que ele. Junto com as pessoas alcoolizadas.
Eram os únicos por ali naquela hora.
Cansado, o rapaz procurou algum lugar para se encostar enquanto esperava pelo õnibus. No entanto o único lugar para se encostar estava sendo ocupado por 4 rapazes bebados. Assim, ficou de pé, esperando ansiosamente o ônibus que o levaria de volta pra casa.
Três minutos se passaram até que, por sua surpresa, duas pessoas estavam a suas costas. Assustado, o rapaz olhou para trás. Eram duas pessoas, das quatro que estavam bebadas. Dois rapazes aparentemente da mesma idade. Quando notaram que foram vistos, tomaram a frente e perguntaram em uma ligua estrangeira algumas frases que não foram intendidas.
Logo depois tentaram iniciar uma conversa em inglês. Porém as condições físicas que essas pessoas ficaram depois de tanta bebida não permitiu que uma conversa fosse iniciada.
Assim, se despedindo, um dos bebados estendeu a mão dizendo adeus.
Nisso o seu colega, sem pretenções nenhuma estendeu a mão também, mas com o punho fechado, no meio da cara do rapaz.
Esperto e lijeiro, o rapaz se esquivou do soco, deu um passo para trás e observou o que estava acontecendo ao seu redor. E vendo todos os outros se aproximando dele, correu. Virou o quarterão e se acalmou. Andou mais um pouco e chegou no ponto da frente. Pegou o mesmo ônibus que iria pegar. Sem atraso.
Quando estava andando para o outro ponto perguntou, o que há de errado com essas pessoas ??

09 janeiro, 2010

O preso da cela

Aqui é só bica mano, bica!

Ou te passam a rasteira ou você que passa.
De qualquer forma, você vai para o chão.

Se tentar ser gente boa aqui, logo aprende que isso não presta.
Não presta pra nada.
Vem educação, sorriso e prontidão. Volta rispidez, seriedade e ignorancia.

Na própria lingua ou em ligua estranjeira. O verbo é reto, curto e grosso.
O verbo é a bica.
Funciona sempre bem na bunda. Mas pode vir também na direção da cabeça e, mais comumente, nas costas.

Sempre que você pensa que as coisas se acalmaram ou que tudo parece estar encaminhado. Ai vem ela. Cruelmente destruindo planos e mudando rotas. A bica faz com que os corações se esfriem e que as opiniões mudem. Ela não avisa a chegada. Chega chegando.
A bica desilude.

Surge na maioria das vezes através da falta de honestidade e sinceridade. Ganhando força e impulsão com o passar do tempo.

Alguns choram, outros lamentam.
A maioria aprende a dar rasteira. Entra na jogo e começa a fazer valer as vontades.
Aprende a viver na selva.

Comendo pedra.
Como todo animal que vive na sel(v)a.

04 janeiro, 2010

Ano novo no ponto de vista de um trabalhador ilegal.

Quando a inocencia termina e o sonho de criança se vai, deixando para tras um cotidiano cruel dada a massificação do trabalho diário, as sensações humanas se transformam em suspiros passageiros que não se fazem mais sentir. Apenas alguns momentos atípicos servem de inspiração e filosofia, na dura caminhada do dia-a-dia pelo pão que alimenta os sonhos.

Entre indas e vindas, a maioria dos momentos de inércia e estagnação são separados por segundos de conflito interno. A não congruencia nas atitudes externas leva a um desentendimento do exterior, trazendo para dentro do trabalhador um sentimento contraditório ao sentimento de letargia que o aflinge todos os dias.
O trabalhador está acostumado com a frieza no tato. A falta de energia nas gratificações. Com a cobrança do patrão. O criticismo do clientes.
Ele sabe muito bem o que é se sentir excluido do ambiente em que está. Também sabe se comportar da melhor forma possível para que isso não seja evidenciado e demonstrado.
O trabalhador tem plena noção do que faz e onde faz. Sabe o que é trabalhar pesado e sabe quando está coçando o saco. Entende a justiça no salário em que ganha e despreza a injustiça na repartição dos lucros.
O trabalhador não escolhe entre dias, horas, meses e anos.
Ele trabalha.
E para ele não existem feriados prolongados ou datas comemorativas.
A jornada é dura e existem os dias em que trabalha e os dias em que não trabalha.
O resto é para os outros, os que podem.
A cachaça acompanha a caminhada. Assim como a família e os amigos.
A sua situação não deixa com que aproveite a vida.
Não pode fazer barulho. Não pode revirar o lixo dos outros.
Não pode protestar, reclamar, respirar.
Um passo errado e o sonho se foi.
Tudo acaba e a história continua. O que poderia ser diferente é igual novamente.
Mais um dia na vida do trabalhador ilegal.

17 dezembro, 2009


O que isso te faz lembrar ?

16 dezembro, 2009

Do outro lado do muro, o que vc tem a ver com isso ?

Ouço muitas coisas na rua. Também as ouço no meu trabalho.
Quando tenho oportunidade de me envolver em alguma atividade coletiva, também ouço.
São apavorantes.
Desprezíveis.
Inacreditáveis.

Um exemplo do que estou falando?
aí vai ...

Algumas cidades no norte da Itália estão fazendo uma campanha para esse natal, chama-se "natal branco". Essa campanha é destinada à todos os italianos da região norte. Tem como objetivo resgatar o "verdadeiro" espírito natalino, reforçado pela unidade nacional. Para isso, o governo aceita toda e qualquer informação sobre imigrantes ilegais que estão morando na região a fim de manda-los de volta para o lugar que vieram, trazendo assim o verdadeiro espírito natalino italiano, focado na unidade nacional dos cidadãos italianos, o natal branco.

fonte desconhecida - boato popular.

Ainda tenho um outro exemplo.

Morando na Irlanda a dois anos convivo com muitas pessoas diferentes de mim. Não só os nativos na terra, mas muitos outros imigrantes como eu. Que buscam seu espaço na sociedade e tentam se fazer ouvir(mesmo com o inglês ruim).
Entre os imigrantes, as nacionalidades são muitas - Britânicos, Portugueses, Espanhois, Romenos, Poloneses, Italianos, Alemães, Australianos, Americanos, Canadenses, Indianos, Coreanos, Chineses, Neo-zelandeses, Sul-americanos, Africanos, Asiaticos, entre outras nacionalidades...
Escutando pessoas falarem disso e daquilo, fui peneirando o sentimento geral dos nativos para com os imigrantes. Pude também evidenciar um debate sobre grupos etnicos no qual tudo de explicitou.
Poloneses, Romenos, e todos as outras nacionalidades que formam o leste europeu não são considerados europeus! E não são desejados. Enquanto Americanos, Canadenses, Australianos, Britânicos e Neo-zelandeses tem maior respeito e respaldo, sendo considerados mais próximo geograficamente que nacionalidades que dividem o mesmo território. Sendo objeto de desejo e consideração.

Fonte desconhecida - boato popular

Além disso ainda tem:
-Nossa !!!! Quatro irlandeses tentaram, mas foi um brasileiro que conseguiu.
ou
-Você viu como as fronteiras dos paises desenvolvidos estão mais severas?? Então, vão piorar. Cada vez vai ficar mais dificil entrar nos paises do norte do globo. Sabe porque ?? Por causa do aquecimento global. O mundo vai ficar tão quente que o único lugar que vai dar para morar sem morrer de calor são os paises do norte(leia-se Europa e Eua).


E aí, são ou não coisas estranhas de ouvir por aí?
Não?!?!?
Talvez só você vindo aqui e ouvindo isso para sentir o que sinto.
É um sentimento de destranhamento. De exclusão.
Tudo se torna claro depois de um tempo.
O que parecia ser apenas um comportamento cultural ganha valor. E não da mais para ver as coisas como eram antes. Não sei se o ambiente maquia tudo. Ou mesmo a diferença na lingua.
Mas as atitudes das pessoas não são tão simples, acabou essa história de ser normal.
O olhar significa mais do que "ver".
Ele significa classificar, determinar, separar.

Percebi que os mesmo problemas que existem de um lado do mundo, existem de outro. Porém, pior.
E talvez seja pior porque agora eu estou do outro lado do muro. Antes - classe média, moreno claro, bons habitos, escolaridade alta e etc ...
Agora - Estou fora da antiga realidade.
Não sou mais o que era. E a mudança do espaço geográfico também mudou minha condição de ser.

Agora sou imigrante. Isso faz muita diferença.


Antes de terminar, gostaria, mais uma vez de comentar uma coisa que ouvi por ai ...
Assisti a uma palestra sobre a cultura árabe na europa.
Papo-vai e papo-vem alguem levantou a questão: Porque as mulheres árabes tem que usar a burca? Isso é um elemento de extrema opressão contra as mulheres.
Porque os árabes não se vestem normalmente, como todo mundo?
Pera aí, como assim Todo mundo ???ai, essa doeu.

Depois de ouvir isso eu parei de pensar no debate, que se direcinou para o uso da burca e sua adaptação as normas de segurança internacional.
Eu me prendi a outro ponto.

Que tal discutirmos a branquização do mundo? Principalmente aqui na Europa é ridículo de ver a forma com que as pessoas são convidadas(forçadas) a se adequar as normas estéticas brancas. Raspagem dos pelos, alisamento do cabelo, ulhas postiças, vestes sociais, e assim vai ...
O que é mais normal, o terno decotado ou a burca?

Tô falando, tem coisa muito estranha acontecendo por aqui.

13 dezembro, 2009

O foco da foto

They say all the time - GET THE WHOLE PICTURE.

But on the other hand this is a very funny quote.
How do I get the WHOLE PICTURE if I already have traces to analisy from my cultural background?

Ou como o Felipe bem postou abaixo. "Quando cabe decidirmo-nos de nossa própria vocação,estando o significado sempre em nosso olhar." Sim, o significado sempre se encontra em nosso olhar. Em nossa mente. Em nosso recorte.
Observar a foto inteira nos ajuda a entender a complexa relação em cadeia onde tudo está significado, pelo outro. Como tudo é interligado e funciona em comparação e balança.
Vou sempre querer entender o processo todo, porém a importância que darei para cada processo, para cada relação, será única. Minha e provavelmente de mais ninguem.

01 dezembro, 2009

Eu ainda não sei o que pensar sobre tudo isso!


Eu ainda não sei o que pensar sobre tudo isso!
As coisas não nos aparecem explicadas...
Perseguir assim talvez seja equívoco,
pois "pensar" e "explicar" possivelmente subsumam-se à intuição.
Ao prosseguir Tudo, apercebe-se este não unívoco.
Quando cabe decidirmo-nos de nossa própria vocação,
estando o significado sempre em nosso olhar.

27 novembro, 2009

Álvaro de Campos - Poema

NÃO: Não quero nada.

Já disse que não quero nada.
Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.
Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!
Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos,
não me enfileirem conquistas Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) —
Das ciências, das artes, da civilização moderna!
Que mal fiz eu aos deuses todos?
Se têm a verdade, guardem-na!
Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?
Não me macem, por amor de Deus!
Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?
Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!
Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!
Prove you're alive.

If you don't claim your humanity you will become a statistic.

25 novembro, 2009

Free internet !

A internet é uma poderosa ferramenta de comunicação. E sendo usada com sabedoria pode ajudar muito grupos populares a se informar e formar seus grupos de interesse focados sobre suas necessidades. Mas para que isso aconteça, ainda precisamos dar alguns passos, ainda mais se tratando de Brasil.
Primeiramente, precisamos popularizar o uso do computador. Os preços precisam cair e o uso também. Acho que um é consequencia do outro, mas vai depender muito dos incentivos ficais do governo para que o primeiro ocorra. Se formos comparar os preços dos computadores no Brasil e no exterior (leia-se Europa, EUA e Japão - principalmente o segundo) veremos uma disparidade muito grande nos preços. Na verdade eu não tenho muitas informações sobre os porques dessa disparidade. Não sei se é por que a fabricação dos produtos ocorre nesses paises ou por que o governo da incentivos ficais para a popularização dos mesmos ou ainda por que as empresas de computadores tem interesses nos fortes mercados dos mesmos. Enfim, precisamos baixar os preços já.
Depois de popularizar o uso da maquina, temos que dar acesso a internet a população. Estou falando em uso de massa. Conecção popular e aberta a toda população. Isso é, serviço gratuito.
Todos tendo acesso através de redes de conecção do governo. Idéia utópica porém ideal.
É lógico que deveria ter controle da rede para até mesmo não perder o controle sobre o uso - afinal estamos falando de uso em massa. Mas acho que isso poderia ser articulado através de bolções de conecção. Através da criação de áreas de conecção gratuitas pelo país. Assim, definitivamente, o Brasil popularizaria o acesso a internet e daria a oportunidade da população fazer uso do maior instrumento de comunicação e informação nunca antes utilizado.
Após a popularização da maquina e da popularização do acesso, precisamos da campanha do uso consciente do instrumento. Porque não adianta ter o computador e internet e não usa-los em usas potencialidades máximas.
Mas acredito que esse passo seja apenas uma questão de tempo. Ou seja, muitos anos. Para que possamos ter um uso poderoso da máquina precisamos dar tempo à experiencia. Só assim, com o conhecimento passando de geração a geração, poderemos ter o uso consciente da máquina. Além do desenvolvimento de sítios e softwares que ajudem em todo o processo.
É lógico que ver a internet como ferramenta de mudança social é um sonho que dificilmente se tornará realidade. Apesar disso, ela já está sendo usado por boa parte da população mundial e já colocou muitas pessoas conectadas ao redor do globo. Pessoas que passam pelas mesmas dificuldades, pessoas que tem os mesmos interesses, e que não conseguiam encontrar forças para mudar por si próprias. Além disso, exemplos pessoais e grupais servem de incentivo para que outros se vejam na mesma situação e queiram ter uma atitude de mudança, tomando como exemplo a história de outros.
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Enquanto isso no Brasil .....
Importante notícia vinculada ao sítio G1.com.br - produzida por Jeferson Ribeiro

Lula adia decisão sobre banda larga para o final do ano
Presidente pediu mais informações para decidir sobre expansão da rede. Planos preveem reativação da Telebrás e massificação de acesso.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva adiou a definição sobre programa de expansão da rede de banda larga no país após reunião com o grupo ministerial que discute o tema nesta terça-feira (24). Lula pediu mais detalhes sobre a proposta e deu prazo de três semanas para uma nova reunião.

A ideia inicial é colocar a antiga Telebrás à frente da gestão do programa. Para ampliar maciçamente o acesso à internet banda larga no país o governo pretende usar a rede de fibras óticas da Eletronet, empresa que está em processo falimentar há anos.

Contudo, essa rede foi incluída como um dos ativos da Eletronet e incorporada à massa falida da empresa. Para ser usada, o governo teria que convencer o Poder Judiciário que a rede não faz parte dos ativos e não pode ser vendida com a massa falida da empresa.

Essa seria a solução para colocar o projeto na rua, mas o governo ainda não definiu como se dará o acesso aos consumidores. Pode ser por meio das operadoras de telefonia ou pela criação de um novo mercado de provedores regionais de acesso.

Além do grupo ministerial, o Ministério das Comunicações também elaborou um plano para massificação do acesso em banda larga no país. Pelo plano, o Brasil alcançaria 90 milhões de acessos de banda larga até 2014. O custo estimado do projeto chegaria a R$ 75,5 bilhões.

Nesta terça-feira, o Ministério das Comunicações informou que o plano seria apresentado ao presidente Lula na reunião do grupo ministerial. O presidente, porém, acabou adiando a discussão sobre a expansão da rede para dezembro.

22 novembro, 2009

20 de novembro


O Dia da Consciência Negra procura ser uma data para lembrar a resistência do negro escravizado de forma geral, desde o primeiro forçado transporte de africanos para o solo brasileiro em 1594. Mas na verdade esse dia é para nos lembrarmos de que " A única coisa que nos difere uns dos outros é a consciência de cada um".
Um salve a todos os seres de bem!

17 novembro, 2009

Preto-Branco-Homem-Anjo

Michael, meu amigo
Por você toco meu banjo
animou essa vidinha
foi embora virou anjo
você que deu para todos
tantas vezes devorado
só por que quis uns meninos
foi pelos homens condenado
hoje, meu deus, que triste!
é dia do seu obituário
eu te saúdo o verso em riste
versão viva do imaginário
agora com certeza a mídia falará
de michael Jackson, o homem
enquanto no céu os anjos gritam

por favor, são michael, me come !



(chacal)

06 novembro, 2009

Freedrom for who deserve

Through the ages, different people have been suffering because of oppression.

Tortures, castrations, black rooms, blackmails, prejudice, forced wars, imposed rules. Here we have some ways of oppression, and all over the globe is posible to see people who have the knowlogde and the power to oppress using it to impose themselves over people or groups.

If we analisy humanity´s history we will see slavery all over the ages.


All big civilizations had used slaves to build up their imperiums. And had used war to dominate other groups and protect themselves from others. But all them saw the caos and the colapse. They fail over the proposal of impose.

Thinking about dominant´s point of view. Must be very hard to dominate something.
Imagine the big imperiums, how they did to built up a system that every dominate should be completely integrate on their logic. I mean, how powerful a society must be to impose their rules over another and, after that, aggregate their people over a set of moral and social rules differente from their culture.

Is funny to see America fighting over Pakistan/Afeghanistan.
How a country has suffering an intervention from a outsider on very agressive levels. Over years America has being a pain on the ass for a lot of country´s. They say to you what to do with your money, with your educational system, with your political system, with your energy system, with your social moral and so on. The incrediable of it is, if you no follow them, they attack you. As they doing on Asia. As they did with whole latin america over the 60´s, 70´s, 80´s, 90´s and still on...

But nowadays people have different weapons to fight back.
We weapons aren´t made on the same material they produce their.
The weapons are the knowlodge create to comunicate, and is putting everyone on network and connected to fight back the suffering oppression. It start with the pirate papers. After that, pirate radio. We getting the pirate internet. But to complet the network people must integrate this pirate internet and, if posible, create a pirate television. Then, people over oppression will be able to organise and create something new. Those comunication systems are extremely importants, not only, but because the busy day to day environment of the labor class. Work for obligation and money for salvation are daily tasks. The tonight´s dinner people get with the morning shift.

We must explore more the internet. Make it part of our lives. Replacing television. Giving people control of what they really want and forcing them to take a attitude toward it.

05 novembro, 2009

Through the dificult way to make money, I go under the understanding of racionality to keep living and keep going.


Through the dificult way to make money, I go under the understanding of racionality to keep living and keep going.


Wake up, wash up, eat up, get ready and go.


Go to the repetitive action that make me get money, to allow me to do the same things again and again and again.

Is very funny when I remember the beginning of my professional carrier. I mean, the professional position I develop now.

Two years ago I started a carrier as cashier in a small supermarket in a foreign country.

Beyond the cashier position I´m a average staff. It means, I do all kinds of stuff in the shop.

After a year working there my boss came to me and offer me another position in the shop. Now I´m assistent manager. Well, it doesn´t mean a great difference between staff and assistent manager - out of more responsabilities.

Anyway, I got the opportunity and I still in the same position for a year. It means I´m working in the same place, doing the same things, with the same people, for more than two years time!

Being honest, It´s not big deal. I thing more than half of the world´s populations is doing the same at the moment. Worst maybe, they can do the same in worst conditions than me.


But I still have thoughts. I mean, this kind of position, this kind of work, kills your brain. In the beginning you still thinks about differente ways to do your job and so on. But after a long time doing the same thing, you don´t whant to think any more. You just want to work, get what you deserve (your money) and go home. With your friends, with your family, with people who likes you and want you thinking and not doing repetitive actions the best you can.


When I started in this position, I don´t know if was because of my immaturity or just because my lack of knowledge about this kind of work, but I thought was posible to avoid the "death of the brain" and keep up with my lectures and my self-exploration on things I really like.

Books, blogs, social activities, social interaction, library usage and so on.

I kill my brain when I kill my body working eight hours a day stand up, in my duty as a cashier.

Out, of course, the hours I LOST preparing my self to go and came back from the slavery.

(as a good labor I save money going by bicicle to work - 1h30 go and return)


For the one´s who wants a advice, I say you still have options to free yourself (or free your mind) from the "killing chain" of our economical system.

-First and the most difficult - leave everything behind and live wild. (here is a example of some one who make it - www.guardian.co.uk/environment/green-living-blog/2009/oct/28/live-without-money/)

-Second and probably the last option - Try to busy our life. Make a lot of things, travel, study, do a course that you never thing about. Go out. Meet people. Watch sports. Go wild. Go natural high. Feel the power of the people around you. Look them on the eyes. See other cultures, other religions, other people different of you


Well, that´s the way I try to keep my brain alive.

I want it working, for good.

Because of that I want other job, another fucking life.



choose life







07 outubro, 2009